No picadeiro ou no palco, ria e chorava!
A arquibancada as vezes que deserta,
A nossa palhaça de nada atrapalhava.
Usava mascara cotidiana
Era a lápis o seu choro
Sua alegria era insana
Seu corpo, banhado a ouro,
E chorava ala Diana
Com o seu chapéu de couro
Se fingindo puritana
Sufocando o seu choro!
Á vida era o palco
Reinava sua palhaçada
Com um pouco de talco
Se fazendo engraçada!
Atuava sem ensaio
Nos palcos da vida
Improvisava um desmaio
Sempre que ferida!
Não chorava de verdade
Só se estivesse escondida
Adorava a vaidade
A palhaçinha desmedida!
Estava sempre feliz
Se no palco se encontrasse
E dizia que era atriz
A quem lhe indagasse.