sábado, 26 de novembro de 2016

Sopro de Zéfiro

Zéfiro soprou-te para mim
A ninfa da alegria suprema
Me trouxe asas, não de Ícaro
Asas de sonhos, verdadeira liberdade
Zéfiro soprou, junto a Eros
E você me alcançou
No limite do mundo
Alcançou-me com sabedoria de Atena
Com desejos de Vênus
Alcançou-me.

Autor: G. Cardoso 


quarta-feira, 20 de abril de 2016

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Um olhar vazio!

Dor na barriga, dor no estômago!
É fome!
No olhar da pequena criança,
Olhar de dor, olhar de fome!

Dor no peito, dor no pulmão!
É frio!
Treme a dócil criança,
Com o olhar de piedade!

Dor no ritmo da batida do coração,
É esquecimento!
Talvez alienação!
Pois se sente transparente,
Invisível, a linda criança!

Não há mais dor,
Nem fome, nem frio
Talvez ainda seja invisível
A pálida, branca, branca criança
Que descansa no meio fio

Autor: G. Cardoso



Obs: Quantas crianças ainda ão de morrer na rua para que possamos enxergar a realidade?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cristina!

Obs: poesia dedicada a uma linda mulher, uma amiga antiga, uma pessoa importante...

Sonhadora, forte, delicada
Quantas pessoas já não pensaram:
-Quero ser Cristina!

Bonita, charmosa, gostosa
Quantos homens já não disseram:
_quero ter Cristina!

Companheira, fiel, parceira
Quantas amigas já não se remoeram:
_Que inveja da Cristina!

 Brincalhona, esperta, sorridente
Quantos amigos já não gritaram:
_Salve Cristina!

Amorosa, dócil, especial
Quantos corações já pediram:
_Só um pouquinho de Cristina!

Sonhadora, bonita, fiel, esperta e especial
Quantas vezes já não pronunciei:
_vou ver Cristina,
A menina linda dos olhos de mel
Da fala mansa e acolhedora
Do abraço forte e das palavras duras
E da genuinidade inabalável

Cristina, a musa, a arte, a poesia!

Autor: G. Cardoso

domingo, 9 de novembro de 2014

Benevolência diabólica, estória do final sem riso.

O mal que assola-nos, outrora fora bem.
O diabo do nosso inferno, fora deus da nossa paz.
Mas, se há demasiada bondade… Sempre há uma duvida que convém.
E o que havia de bondade nas pessoas, aqui jaz.
A estória aqui, nasce através de Helena.
Bela e jovem, moça tão pura quanto uma tênue flor.
Inocente de corpo, alma e coração. Moça da alma serena.
Conhecera um jovem lindo e misterioso, porém d’um grande segredo, era autor.
Eles se apaixonaram, mas para Helena, fora novidade. 
A linda jovem, tinha apenas dezessete. 
Quiçá por culpa de sua ingênua idade.
O jovem misterioso levou-na um ramilhete.
Helena, ficara encantada com tal generosidade.
Ele a encantara, com palavras, gestos, olhares, sem fachada.
Amava flores! Fora conquistada… O rapaz a olhava com tal profundidade.
A moça o olhava com tal honestidade. Mas era ingênua, coitada!
A virgem moça, nem imaginara o que este jovem escondera…
A verdade, é que o moço era um verdadeiro diabo, homem desalmado.
Apesar d’ele ver uma benevolência na moça de alma serena…
Mas o riso da moça impediu-o de fazer algum mal, ele ficara assustado.
Fez de tudo para amá-la de forma boa, sem corrompê-la.
Mas, o diabo -envergonhado- parou. E sentiu que a bondade era terrível…
Pensou que bondade era apenas uma troca… A clemência lhe deu náusea.
Apoderou-se de Helena, que ficaste sem escapatória. Oh, moço horrível!
Sua alma demoníaca, dominou a ingênua e pobre criatura!
E então… Tudo que restou da pobre jovem fora sua sombra.
De alma aprisionada, corpo depravado… Aqui jaz, Helena e sua sombra presa n’uma pintura.

Erika Bernard em Benevolência diabólica, apenas uma estória.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

gente, nessa edição da revista Gente de Palavra, tem uma singela poesia minha... estou contente com a publicação, e divulgando com vocês essa noticia e essa ótima revista...

http://gentedepalavra.com.br/


sábado, 27 de setembro de 2014

Medo

O medo,
paralisa os sentidos,
acomoda, acomodados.

Sem coragem para seguir
fica ali paralisado,
estático.

Se acorrenta, espontaneamente,
exalando odores,
que denunciam o sentimento.

Não existe glória,
existe humilhação,
no pedido de misericórdia.

E o medo toma conta,
do que antes era vida.

Autor: G. Cardoso
pintura "O Grito" de Edvard Munch

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Eu cometi uma poesia!

Perdão,
Cometi uma poesia
E até então eu não sabia
Quanto risco correria
Pois ao cometer tal poesia...
Consigo finalmente sentir alegria.

G. Cardoso

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O que é?

Não tem métrica
Não tem rima
Não é poema
Nem poesia
Não é texto
Não é nada
Nem mesmo eu sei
Do que é que se trata

Autor: G. Cardoso

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Aprendendo com o aprendiz...

Aprendendo com o aprendiz,
Que diz:
_Queria saber tudo!
Fico mudo.
Transcendendo em pensamento
Isento!
De Sócrates e o seu "nada sei"
A Djavan "só sei que amei"
Eu pensei:
_Ruge com emoção em meu peito,
Coração.
E o pensamento se dispersa com a canção.

Autor: G. Cardoso