terça-feira, 23 de outubro de 2012

Acabou a poesia!

Não há poesia
não há rima
não há alegria

Esta tudo cinza
o tempo chuvoso
parece que Deus chora comigo!

Não há poesia
não há métrica
não há canto

O coração nublou-se
a ferida se abriu
a vida estancou

E não existe poesia
apenas tristeza
desfigurando momentos!

Autor: G.Cardoso

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Para rememorar

para rememorar:

o que de fato fez com que se concretizasse


um dos maiores sentidos 


que a alma pode absorver...


interiorizando  sentimentos tão profundos e desconhecidos 


como um infinito afago no espírito 


que deixou-me completamente vulnerável,


cedendo aos encantos que exuberantemente enfeitiçou-me com ternura... 


amo-te amo-te


hoje e sempre.



Autor: Johnny Cardoso

Em algum lugar!

Perdido na escuridão 

e se escondendo atrás das sombras sem enxergar a si próprio,


perdido em algum lugar da propria mente,


se esquecendo de viver a vida, 


você me resgatou agora,


vulnerável ao seus encantos


posso sentir me revigorado e com o poder de amar..... 


isso me faz sentir vivo......


amo-te 


amo-te com toda voracidade de um amor fecundo



Autor: Johnny Cardoso

Granulou

Deitado num piso de um espaço qualquer,

o filosofo negro velho disse algumas palavras, 

mas ninguém deu ouvido à filosofia do sábio, 

que era quase uma profecia,

e realmente a palavra do velho negro ecoou no universo

e só hoje venho a entender o que realmente era, 

àquela palavra em sentido de desmantelo, 

azar ou erro gravíssimo 

“Granulou”

Autor: Johnny Cardoso

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Feito de ilusões!


A dor que agora sentes
É reação de sua própria escolha!
Quem mandou amar, coração?
Agora aceite toda desilusão!
Quem deixou que sonhasse tanto?
Subiu, sonhou, voou
E agora?
A queda é longa, longa e dolorida
Não batas tão lentamente,
Pois foi você que escolheu a dor!
Não murche, não desista
Pois ainda eu, tenho o direito de sonhar, coração!
Se o momento existe eu canto, e canto!
Então enxugue essas lagrimas, coração!
Pois o mundo é feito de ilusão.
                                            “preste atenção meu  bem, querida
                                              o mundo é um moinho,
                                              vai triturar seus sonhos tão mesquinhos
                                              vai reduzir as ilusões á pó!” Cartola

Autor: G.Cardoso

O marido complacente!

                                                 (não recomendado para menores de 18 anos)

      Toda a França sabia que o príncipe de Bauffremont tinha mais ou menos as mesmas preferências do cardeal de quem acabo de falar. Haviam dado a ele em matrimônio uma mocinha assaz inexperiente, e que, segundo era costume, só foi instruída às vésperas.- Sem mais explicações, - diz a mãe - pois que a decência me impede de ocupar-me de certos pormenores, tenho uma única coisa a recomendar-vos, minha filha; desconfiai das primeiras propostas que vosso marido vos fizer, e dizei-lhe, veemente:Não, senhor, não é por aí que se aborda uma mulher honesta; em qualquer outro lugar que vos agrade, mas, certamente, aí não.
...Vão ao leito e, por uma norma do decoro e da honestidade sem margem para dúvida, o príncipe, querendo fazer as coisas conforme com os costumes, ao menos pela primeira vez, oferece à sua mulher apenas os castos prazeres do himeneu: mas a jovem bem educada, lembrando de sua lição: -Por quem me tomais, senhor? - diz-lhe - pensais que eu consentiria essas coisas?
Em qualquer lugar que vos agrade,mas, certamente, aí não
...- Mas senhora... -Não, senhor, inútil insistirdes, nunca me fareis mudar de opinião. -Pois bem, senhora, devo contentar-vos, -diz o príncipe apropriando - se de seus altares preferidos -eu ficaria bem zangado se dissessem que alguma vez eu quis vos desagradar. E venham nos dizer agora que não é necessário instruir as moças quanto às obrigações delas, um dia, para com seus maridos!

Autor: Marquês de Sade

segunda-feira, 16 de julho de 2012

...Da vida

Putas, prostitutas, para mim queridas!
Tomo de sua saliva,
e do mel entre suas pernas!
Quengas, cortesãs, para mim amigas
Me oferecem o ouvido, o ombro
e todo o resto do corpo!
Concubinas, rameiras, para mim Mulheres!
No ápice do gozo,
teu prazer, meu consolo!
Queridas, amigas, mulheres, guerreiras...
Guerreiras, onde tomo com prazer goles de vicio,
e me lambuzo com vicio em goles de prazer!

Autor: G. Cardoso

O porto

Um porto é uma morada para um coração
cansado das lutas diárias.
A amplidão do céu, o movimento dançante
das nuvens, as cores em metamorfose do mar,
o brilho dos faróis, criam um prisma
admiravelmente próprio, para divertir
os olhos sem jamais aborrecê-los.
As formas arremessadas dos navios,
os complicados detalhes de seus mastros
complicados, que as ondas fazem oscilar
em harmonia, alimentam na alma o gosto
pelo ritmo e pela beleza.
O porto tem, também, especialmente, um
tipo de prazer misterioso e aristocrático para
quem não tem qualquer curiosidade ou ambição
em contemplar, deitado no mirante, ou apoiado
sobre o muro do cais, todos os movimentos
dos que partem e dos que chegam, dos que
têm força de vontade e desejo de viajar
ou de enriquecer.

Autor: Charles Baudelaire
Pintura: Mario Vale


segunda-feira, 18 de junho de 2012

Adeus linda minha!


Na lapela de meu blazer um cravo
Um choroso cravo branco
Da minha vaidade um escravo
Travessuras de um diabo manco!
Choro por não mais a vê-la
Pobre beleza celeste
Como queria tê-la.
Com sua mais linda veste
Em seu triste sono inevitável
Tão branca, tão pálida,
Encontrou-se com irremediável
Tão linda, tão gélida.
De vê-la dormindo em seu leito
Surge a dor em meu peito
Não existe mais meu cantar
Nem se quer um ressoar
Adeus linda minha!

Autor: G.Cardoso