Putas, prostitutas, para mim queridas!
Tomo de sua saliva,
e do mel entre suas pernas!
Quengas, cortesãs, para mim amigas
Me oferecem o ouvido, o ombro
e todo o resto do corpo!
Concubinas, rameiras, para mim Mulheres!
No ápice do gozo,
teu prazer, meu consolo!
Queridas, amigas, mulheres, guerreiras...
Guerreiras, onde tomo com prazer goles de vicio,
e me lambuzo com vicio em goles de prazer!
Autor: G. Cardoso
Poesias, poemas, contos e textos são o que encontrara aqui. Espaço onde postarei escritas de minha autoria, como também de autores do meu gosto particular. Boa leitura!!!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
O porto
Um porto é uma morada para um coração
cansado das lutas diárias.
A amplidão do céu, o movimento dançante
das nuvens, as cores em metamorfose do mar,
o brilho dos faróis, criam um prisma
admiravelmente próprio, para divertir
os olhos sem jamais aborrecê-los.
As formas arremessadas dos navios,
os complicados detalhes de seus mastros
complicados, que as ondas fazem oscilar
em harmonia, alimentam na alma o gosto
pelo ritmo e pela beleza.
O porto tem, também, especialmente, um
tipo de prazer misterioso e aristocrático para
quem não tem qualquer curiosidade ou ambição
em contemplar, deitado no mirante, ou apoiado
sobre o muro do cais, todos os movimentos
dos que partem e dos que chegam, dos que
têm força de vontade e desejo de viajar
ou de enriquecer.
Autor: Charles Baudelaire
Pintura: Mario Vale
cansado das lutas diárias.
A amplidão do céu, o movimento dançante
das nuvens, as cores em metamorfose do mar,
o brilho dos faróis, criam um prisma
admiravelmente próprio, para divertir
os olhos sem jamais aborrecê-los.
As formas arremessadas dos navios,
os complicados detalhes de seus mastros
complicados, que as ondas fazem oscilar
em harmonia, alimentam na alma o gosto
pelo ritmo e pela beleza.
O porto tem, também, especialmente, um
tipo de prazer misterioso e aristocrático para
quem não tem qualquer curiosidade ou ambição
em contemplar, deitado no mirante, ou apoiado
sobre o muro do cais, todos os movimentos
dos que partem e dos que chegam, dos que
têm força de vontade e desejo de viajar
ou de enriquecer.
Autor: Charles Baudelaire
Pintura: Mario Vale
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Adeus linda minha!
Na lapela de meu blazer um cravo
Um choroso cravo branco
Da minha vaidade um escravo
Travessuras de um diabo manco!
Choro por não mais a vê-la
Pobre beleza celeste
Como queria tê-la.
Com sua mais linda veste
Em seu triste sono inevitável
Tão branca, tão pálida,
Encontrou-se com irremediável
Tão linda, tão gélida.
De vê-la dormindo em seu leito
Surge a dor em meu peito
Não existe mais meu cantar
Nem se quer um ressoar
Adeus linda minha!
19 anos
Ofegante enxergava em mim tudo de você
Vidro embaçado misturava sua imagem a minha
escrevi o seu nome do que sobrou do meu ar
e adormeci enquanto ouvia batidas desnexas
do meu pulso que entoava uma canção feliz...
Encantada com seu conhecimento aplicado
que por olhares mostra algo obscuro
Um passado melancólico, talvez?
E ultimamente tão calmo e alegre
um olhar triangular que esboça desejo.
De tudo o que vi e não quis ouvir
és a tentação que quer envolver-me
Numa nuvem vermelha de tons perdidos
encontrada no refugio das suas mãos
pautando pensamentos indizíveis em mim...
Na sexta de lua brilhante sedutora
sua fase também muda completamente
ficam vestígios da lua nos seus dedos
que consegue desenhar miragens reais
na linha que separa esse tempo do meu.
Autor: Érica Gusmão
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Arma, pôquer e bordel!
Era
uma noite de sexta feira qualquer, como qualquer outra! Eu estava em um bordel
da cidade, alguns chamam de “brega”, outros de “puteiro”, para mim é apenas
mais um bar noturno, onde você pode pagar para ter alguns minutos de prazer com
alguma garota, se assim desejar!
Naquele
momento minha cabeça não estava em nenhuma garota daquele recinto, e sim, no
meu copo de cerveja, que deliciosamente tomava enquanto por diversão jogava
pôquer com alguns desconhecidos!
Eu
nem prestava atenção naquele jogo, estava apostando baixo, jogava apenas por
pura diversão mesmo, para matar meu tempo, estávamos em quatro pessoas, todos
estavam nervosos menos eu, quando olho em minhas cartas e vejo uma
possibilidade de um Full House (trinca+par), naquele momento os dois que
estavam ao meu lado desistiram quando o desconhecido da minha frente aumenta a
aposta, eu aceito e dobro, nitidamente o vejo nervoso, pois quando vira as
cartas era apenas um blefe, olhei em seus olhos e descobri que desejava bem fundo
que eu também estivesse blefando, mas não foi assim, eu virei às cartas e lá
estava, o lindo Full House, rapidamente peguei o dinheiro que estava na mesa,
não tinha almejado ganhar nada ali, mas como tinha ganho, fiquei bem contente,
resolvi que pagaria uma rodada para os jogadores que estavam sentados na mesa
comigo, e sairia do jogo afim de ir para o quarto com uma das garotas que
trabalhavam naquele recinto, mas não foi tão simples, pois o desespero tomou
conta do adversário que sentava de frente comigo, ele sacou de uma arma de
fogo, era um calibre 38, cromado com o cabo branco, linda arma, mas eu
sinceramente não gosto de armas, então ele grita com a arma apontada para mim:
- Ninguém sai, se sair alguém eu atiro, falo muito serio.
Não
pude conter um sorriso quando ele disse “ninguém sai”, pois lembrei de um conto
que tinha lido do Fernando Veríssimo, “O pôquer interminável”, então eu sorri e
disse: - já que é tão convincente eu jogo mais uma rodada.
Novamente
estávamos jogando, desse vez até eu estava serio, a arma estava na mesa ao seu
lado, os adversários do lado desistiram de novo, e eu novamente tinha um Full
House na mão, aceitei sua aposta, dessa vez ele não blefava, e estava muito
contente com seu jogo, foi quando virei meu Full House, e ele completamente
abalado, pega a arma de novo, todos no bordel se assustaram, achavam que agora
ele me matava, e ele gritava: - Isso só pode ser roubo, é empiricamente
impossível dois Fulls em seguida.
Ele gritava histérico, mas de repente ficou
serio e imóvel, me assustei muito quando ele disse: - Será que realmente Jesus
existe? Ele nem ao menos perguntou se eu era cristão.
Atirou...
No
primeiro instante todos gritavam e se abaixavam, depois silencio total, pessoas
nos rodeavam para ver o acontecido, ele havia tirado a arma da minha mira e
colocado em seu queixo, disparou de baixo para cima, não foi uma coisa muito
bonita de se ver, eu estava ali estático, quando de repente começo a rir, e não
consigo parar, as pessoas talvez pensassem que fosse por causa do choque, mas
não era, não saia da minha cabeça o conto
“O pôquer interminável”.
Autor: G.Cardoso
Pôquer Interminável
Cinco jogadores em volta de uma mesa. Muita fumaça. Toca a campainha da porta. Um dos jogadores começa a se levantar.
Jogador 1 - Onde é que você vai ? Ninguém sai.
Os outros - Ninguém sai. Ninguém sai.
Jogador 2 - Bateram na porta. Eu vou abrir.
Jogador 1 - A sua mulher não pode abrir ?
Jogador 2 - A minha mulher saiu de casa. Levou os filhos e foi pra casa da mãe dela.
Jogador 1 - Sua mulher abandonou você só por causa de um joguinho de pôquer ?
Jogador 2 - É que nós estamos jogando há duas semans.
Jogador 1 - E daí ?
Jogador 2 - Ela disse: "Ou os seus amigos saem, ou eu saio".
Jogador 1 - Ninguém sai.
Os outros - Ninguém sai. Ninguém sai.
(A campainha toca outra vez. O dono da casa vai abrir, sob o olhar de suspeita dos outros. É um garoto. O garoto se dirige ao Jogador 1.)
Garoto - A mãe mandou perguntar se o senhor vai voltar pra casa.
Jogador 1 - Quem é a sua mãe ?
Garoto - Ué. A minha mãe é a sua mulher.
Jofador 1 - Ah. Aquela. Diz que agora eu não posso sair.
Os outros - Ninguém sai. Ninguém sai.
Garoto - Eu trouxe uma merenda para o senhor.
Jogador 3 - Epa. O golpe do sanduíche. Mostra !
Jogador 5 - Vê se não tem uma seqüência dentro.
Jogador 1 - Não tem nada. Só mortadela.
Garoto - A mamãe também mandou pedir dinheiro.
(Todos os jogadores cobrem suas fichas.)
Todos - Ninguém dá. Ninguém dá.
Jogador 1 - Diz pra sua mãe que eu estou com um four de ases na mão. Como ninguém vai ser louco de querer ver, a mesa é minha e nós estamos ricos.
Jogador 4 - Se você tem um four de ases então tem sete ases no baralho, por que eu tenho trinca.
Jogador 1 - Diz pra sua mãe que o cachorrão falhou.
(Toca o telefone. O dono da casa se levanta para atender.)
Jogador 3 - Mas o quê ? Não se joga mais ? Ninguém sai.
Os outros - Ninguém sai. Ninguém sai.
(Apesar dos protestos, o dono da casa vai atender o telefone. Volta.)
Jogador 2 - Era a mulher do Ramiro dizendo que o nenê já vai nascer.
Jogador 4 - Meu filho vai nascer. Tenho que ir lá.
Jogador 1 - Ninguém sai.
Os outros - Ninguém sai. Ninguém sai.
Jogador 4 - Mas é o meu filho.
Jogador 3 - Você vai pro batizado. Quem é que joga ?
Autor: Luís Fernando Veríssimo
domingo, 8 de abril de 2012
Destilado Coletivo!
1) O homem é o dono do seu próprio tempo. Tempo que tempo?
2) Livre, leve e louca
3) Após alguns copos de vinho ela quer se divertir.
4) Depois dos primeiros destilados, pensei, por favor alguém me pague mais uma,
5) Minha garrafa de vodka esta no fim.
Autores: 1) Johnny, 2) Marisa C., 3)Mirella S. 4) G.Cardoso 5)Flavio Antunes Soares.
Obs: esse coletivo foi feito em um surto dadaísta, mas com outro método, cada um escreveu sua frase sobre o assunto recorrente sem que ninguém soubesse a fresa do outro, depois sorteamos a sequencia, e surgiu essa linda poesia!
contribuição de Beto Soares (leia como continuação)
6) Quando o home chega no seu limite
quando o homem, já experimentou o vinagre e o vinho
e quando ele já andou pelo céu e viveu no inferno,
o mundo no qual vive fica insuportável de viver
e as pessoas insonsas. E eu deste lada do mundo continuo a respirar e inspirar.
Obs: a contribuição do Beto Soares, não se classifica com o resto da poesia, ele leu para acrescentar seu comentário por isso esta separado.
2) Livre, leve e louca
3) Após alguns copos de vinho ela quer se divertir.
4) Depois dos primeiros destilados, pensei, por favor alguém me pague mais uma,
5) Minha garrafa de vodka esta no fim.
Autores: 1) Johnny, 2) Marisa C., 3)Mirella S. 4) G.Cardoso 5)Flavio Antunes Soares.
Obs: esse coletivo foi feito em um surto dadaísta, mas com outro método, cada um escreveu sua frase sobre o assunto recorrente sem que ninguém soubesse a fresa do outro, depois sorteamos a sequencia, e surgiu essa linda poesia!
contribuição de Beto Soares (leia como continuação)
6) Quando o home chega no seu limite
quando o homem, já experimentou o vinagre e o vinho
e quando ele já andou pelo céu e viveu no inferno,
o mundo no qual vive fica insuportável de viver
e as pessoas insonsas. E eu deste lada do mundo continuo a respirar e inspirar.
Obs: a contribuição do Beto Soares, não se classifica com o resto da poesia, ele leu para acrescentar seu comentário por isso esta separado.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Gritando poesia!
Na esperança de que fosse ouvido meu lamurio
Eu me encontrava gritando poesia no escuro
E as lagrimas que desciam por não ser perjúrio
Eram aplacadas por esse enorme muro
E chorava, esperneava, mas não encontrava,
Nem uma simples forma de transcrever!
E novamente gritando poesia eu estava,
E no muro, meu grito começou a escrever
Palavras que eram arrotadas pelo coração,
Que subiam pelas entranhas e saiam com o grito
E manchavam o muro com a lamentação,
Da poesia que se pintava como que fosse mito
E o grito, o grito, cantava a poesia no infinito
E o grito, o grito, cantava a poesia no infinito!
Autor: G.Cardoso
Já se afastou de nós o Inverno agreste
Já se afastou de nós o Inverno agreste
Envolto nos seus húmidos vapores;
A fértil Primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas veste:
Envolto nos seus húmidos vapores;
A fértil Primavera, a mãe das flores
O prado ameno de boninas veste:
Varrendo os ares o subtil nordeste
Os torna azuis: as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros, e Amores,
E torna o fresco Tejo a cor celeste;
Os torna azuis: as aves de mil cores
Adejam entre Zéfiros, e Amores,
E torna o fresco Tejo a cor celeste;
Vem, ó Marília, vem lograr comigo
Destes alegres campos a beleza,
Destas copadas árvores o abrigo:
Destes alegres campos a beleza,
Destas copadas árvores o abrigo:
Deixa louvar da corte a vã grandeza:
Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
Quanto me agrada mais estar contigo
Notando as perfeições da Natureza!
Autor: Bocage
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