sábado, 16 de março de 2019

E, quem gritou primeiro?

Quem gritou primeiro?
Foi por dor, ou desespero?
Quem gritou primeiro?
Não tinha ouro, nem dinheiro.
Quem gritou primeiro?
O empresário ou o pedreiro?
Quem gritou primeiro?
Era patriota, e brasileiro.
Quem gritou primeiro
Gritou com vontade para o mundo inteiro
Mas o som parecia vir do bueiro
Gritou mais alto que um desordeiro.
E gritou de fome mais um guerreiro
E gritaram todos, um grito certeiro
Mas foi abafado, o que gritou primeiro
Também o segundo, e o terceiro...

E se não adianta mais gritar
Só nos resta esperar...

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Mito!

O deus da guerra clama por seu sacrifício
Só um país inteiro para acalmar seu vicio
Athena parece não poder fazer nada
Pois a ignorância impera sobre essa manada

Em um navio. Espera Caronte, altivo e belo
Pois um mero barco não atravessaria esse elo
Ares anseia pelos gritos de torturas
Pois naquele país todas as ruas são escuras

E melhor se esconder na escuridão
Um mar de sangue será profunda imensidão
O espelho não refletirá sua alma
Nao existe mais alma, calma, calma

Se o senhor da guerra não gosta de criança
Esconda essas almas com um pingo de esperança

Esconda essas almas.
Se esconda.

Autor: G. Cardoso

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Aqui Jazz

As vezes o acorde do piano
É a mesma melancolia do ser humano.
O trompete da uma nota,
E você esquece sua vida remota.

Interrompe um choro anormal
Um solo de saxofone orquestral.
O metal do trombone ressoa,
E encanta a uma pessoa,

a várias pessoas
pessoas, pessoas

Fernando, o Borjador atravessando

pessoas, pessoas

Guitarra gritando:

Pessoas, pessoas

O jazz se faz de pessoas


Autor: G. Cardoso

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Dostoiévski
Tchaikovsky
Leon Tolstoi
A vodka, não me destroi.

Autor: G. Cardoso

sábado, 26 de novembro de 2016

Sopro de Zéfiro

Zéfiro soprou-te para mim
A ninfa da alegria suprema
Me trouxe asas, não de Ícaro
Asas de sonhos, verdadeira liberdade
Zéfiro soprou, junto a Eros
E você me alcançou
No limite do mundo
Alcançou-me com sabedoria de Atena
Com desejos de Vênus
Alcançou-me.

Autor: G. Cardoso 


quarta-feira, 20 de abril de 2016

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Um olhar vazio!

Dor na barriga, dor no estômago!
É fome!
No olhar da pequena criança,
Olhar de dor, olhar de fome!

Dor no peito, dor no pulmão!
É frio!
Treme a dócil criança,
Com o olhar de piedade!

Dor no ritmo da batida do coração,
É esquecimento!
Talvez alienação!
Pois se sente transparente,
Invisível, a linda criança!

Não há mais dor,
Nem fome, nem frio
Talvez ainda seja invisível
A pálida, branca, branca criança
Que descansa no meio fio

Autor: G. Cardoso



Obs: Quantas crianças ainda ão de morrer na rua para que possamos enxergar a realidade?

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Cristina!

Obs: poesia dedicada a uma linda mulher, uma amiga antiga, uma pessoa importante...

Sonhadora, forte, delicada
Quantas pessoas já não pensaram:
-Quero ser Cristina!

Bonita, charmosa, gostosa
Quantos homens já não disseram:
_quero ter Cristina!

Companheira, fiel, parceira
Quantas amigas já não se remoeram:
_Que inveja da Cristina!

 Brincalhona, esperta, sorridente
Quantos amigos já não gritaram:
_Salve Cristina!

Amorosa, dócil, especial
Quantos corações já pediram:
_Só um pouquinho de Cristina!

Sonhadora, bonita, fiel, esperta e especial
Quantas vezes já não pronunciei:
_vou ver Cristina,
A menina linda dos olhos de mel
Da fala mansa e acolhedora
Do abraço forte e das palavras duras
E da genuinidade inabalável

Cristina, a musa, a arte, a poesia!

Autor: G. Cardoso

domingo, 9 de novembro de 2014

Benevolência diabólica, estória do final sem riso.

O mal que assola-nos, outrora fora bem.
O diabo do nosso inferno, fora deus da nossa paz.
Mas, se há demasiada bondade… Sempre há uma duvida que convém.
E o que havia de bondade nas pessoas, aqui jaz.
A estória aqui, nasce através de Helena.
Bela e jovem, moça tão pura quanto uma tênue flor.
Inocente de corpo, alma e coração. Moça da alma serena.
Conhecera um jovem lindo e misterioso, porém d’um grande segredo, era autor.
Eles se apaixonaram, mas para Helena, fora novidade. 
A linda jovem, tinha apenas dezessete. 
Quiçá por culpa de sua ingênua idade.
O jovem misterioso levou-na um ramilhete.
Helena, ficara encantada com tal generosidade.
Ele a encantara, com palavras, gestos, olhares, sem fachada.
Amava flores! Fora conquistada… O rapaz a olhava com tal profundidade.
A moça o olhava com tal honestidade. Mas era ingênua, coitada!
A virgem moça, nem imaginara o que este jovem escondera…
A verdade, é que o moço era um verdadeiro diabo, homem desalmado.
Apesar d’ele ver uma benevolência na moça de alma serena…
Mas o riso da moça impediu-o de fazer algum mal, ele ficara assustado.
Fez de tudo para amá-la de forma boa, sem corrompê-la.
Mas, o diabo -envergonhado- parou. E sentiu que a bondade era terrível…
Pensou que bondade era apenas uma troca… A clemência lhe deu náusea.
Apoderou-se de Helena, que ficaste sem escapatória. Oh, moço horrível!
Sua alma demoníaca, dominou a ingênua e pobre criatura!
E então… Tudo que restou da pobre jovem fora sua sombra.
De alma aprisionada, corpo depravado… Aqui jaz, Helena e sua sombra presa n’uma pintura.

Erika Bernard em Benevolência diabólica, apenas uma estória.


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

gente, nessa edição da revista Gente de Palavra, tem uma singela poesia minha... estou contente com a publicação, e divulgando com vocês essa noticia e essa ótima revista...

http://gentedepalavra.com.br/