sábado, 27 de setembro de 2014

Medo

O medo,
paralisa os sentidos,
acomoda, acomodados.

Sem coragem para seguir
fica ali paralisado,
estático.

Se acorrenta, espontaneamente,
exalando odores,
que denunciam o sentimento.

Não existe glória,
existe humilhação,
no pedido de misericórdia.

E o medo toma conta,
do que antes era vida.

Autor: G. Cardoso
pintura "O Grito" de Edvard Munch

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Eu cometi uma poesia!

Perdão,
Cometi uma poesia
E até então eu não sabia
Quanto risco correria
Pois ao cometer tal poesia...
Consigo finalmente sentir alegria.

G. Cardoso

quinta-feira, 19 de junho de 2014

O que é?

Não tem métrica
Não tem rima
Não é poema
Nem poesia
Não é texto
Não é nada
Nem mesmo eu sei
Do que é que se trata

Autor: G. Cardoso

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Aprendendo com o aprendiz...

Aprendendo com o aprendiz,
Que diz:
_Queria saber tudo!
Fico mudo.
Transcendendo em pensamento
Isento!
De Sócrates e o seu "nada sei"
A Djavan "só sei que amei"
Eu pensei:
_Ruge com emoção em meu peito,
Coração.
E o pensamento se dispersa com a canção.

Autor: G. Cardoso

sábado, 24 de maio de 2014

haikais

Um copo de vinho
Uma noite cheia de estrelas
Uma inspiração.

Autor: G. Cardoso



Filosofia
Sobre sabedoria,
E pensamento.

Autor: G. Cardoso

terça-feira, 18 de março de 2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

Me Cure

Baby, acho que enlouqueci
Já não sei se estou aqui
Meu corpo está desistindo
Minha mente não está impedindo

Baby, não sei se quero ajuda
Mas sinto que preciso de você
Minha cabeça já está alucinada
Mas meu coração não consegue te esquecer

Minha mente está ficando vazia
Não sei onde estou indo
A dor não me abandona
E a cura está no seu amor

Não sinto mais gosto do vinho que bebo
Mas minha boca ainda guarda o gosto do teu beijo
Me beije por favor, me cure por favor
Minha cura esta no seu amor!

Autor: G.Cardoso
Desenho: G. Cardoso
Obs: primeira poesia que escrevi, datada de 16/05/2001
No inverno quando os campos embranquecerem,
Cantarei esta balada para lhe satisfazer...

Na primavera, quando os bosques reverdecerem,
Tentarei lhe contar o que quero dizer...

Quando os dias forem longos, em pleno verão,
Talvez você possa a canção entender...

Quando as folhas de outono escurecerem no chão,
Pegue tinta e caneta e venha escrever!

Autor: Lvewis Carroll 
Ilustração: John Tenniel 


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A causa

A causa da classe operaria
É o brilho dos olhos cansados
É o grito dos amordaçados
Sentimento da vida precária

A busca da reforma agrária
É a luta dos amaldiçoados
Que já não mais são enganados
De quem não aguenta a barbaria

Tudo por terra cairá
O vermelho vai se levantar
E o sol, renascerá

O mundo vai se assustar
A bandeira se erguerá
Com um canto a entoar

Autor: G. Cardoso

Obs: Poesia que alcançou o terceiro  lugar no Concurso de Poesia da UniABC Anhanguera 2013.
Imagem relatando a luta comunista com a bandeira dos trabalhadores estiada contra o capitalismo.