Pobre menino!
Que chorou quando caiu,
Pobre menino!
Não imaginara que a dor continuaria,
Pobre menino!
Como saberia que sofreria tanto?
Pobre menino!
Caiu, levantou, chorou e saiu de cabeça erguida!
Mas a dor, essa nunca mais o deixaria.
Pobre menino.
Autor: G.Cardoso
Poesias, poemas, contos e textos são o que encontrara aqui. Espaço onde postarei escritas de minha autoria, como também de autores do meu gosto particular. Boa leitura!!!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Tesão, paixão...
Tesão, amor , ilusão
Paixão, calor, coração
Pernas, bocas e línguas
Tesão, calor e línguas
Paixão, boca, ilusão
Pernas, amor, coração
Paixão, amor e línguas
Pernas, boca, tesão
Coração, calor, ilusão
Paixão, tesão, calor.
Termina com esporro
Não de pernas e ilusão
E sim de amor e coração! Autor: G.Cardoso
Versos intimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Autor: Augusto do Anjos
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Autor: Augusto do Anjos
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
O tocador!
O tocador faz suas poesias em arpejos, dedilhando acordes em seu violão
O tocador toca seus lamentos, dedilhando fraseados de sentimentos
O tocador faz a sua historia, com o coração em seu instrumento
Sob a lua cheia tocando e contando estrelas
Ouvindo o estalar da fogueira
Tocando e contando estrelas!
Inês
Tem teu nome a estranha graça
De uma galga verde, estranha.
Certo langor te adelgaça,
Certo encanto te acompanha.
És velada, quebradiça
Como teu nome é velado.
Certa flor curiosa viça
No teu corpo edenizado.
Chamam-te a Inês dos quebrantos,
A galga verde, a felina,
Amaranto de amarantos,
Das franzinas a franzina.
Teus olhos, langues aquários
Adormentados de cisma,
Vivem mudos, solitários
Como uma treva que abisma.
Tua boca, vivo cravo
Sangüíneo, púrpuro, ardente,
De certa forma tem travo
Embora veladamente.
És lírio de velho outono,
Meiga Inês, e de tal sorte
Que já vives no abandono,
Meio enevoada da morte.
Teu beijo, do rosmaninho
Tem o sainete amargoso...
Lembra a saudade de um vinho
Secreto, mas venenoso.
Por um mistério indizível
Não te é dado amar na terra.
Vem de longe o Indefinível
Que os teus silêncios encerra!
Deus fechou-te a sete chaves
O coração lá no fundo...
Mas deu-te as asas das aves
Para irradiares no mundo.
Autor: João da "Cruz e Souza"
De uma galga verde, estranha.
Certo langor te adelgaça,
Certo encanto te acompanha.
És velada, quebradiça
Como teu nome é velado.
Certa flor curiosa viça
No teu corpo edenizado.
Chamam-te a Inês dos quebrantos,
A galga verde, a felina,
Amaranto de amarantos,
Das franzinas a franzina.
Teus olhos, langues aquários
Adormentados de cisma,
Vivem mudos, solitários
Como uma treva que abisma.
Tua boca, vivo cravo
Sangüíneo, púrpuro, ardente,
De certa forma tem travo
Embora veladamente.
És lírio de velho outono,
Meiga Inês, e de tal sorte
Que já vives no abandono,
Meio enevoada da morte.
Teu beijo, do rosmaninho
Tem o sainete amargoso...
Lembra a saudade de um vinho
Secreto, mas venenoso.
Por um mistério indizível
Não te é dado amar na terra.
Vem de longe o Indefinível
Que os teus silêncios encerra!
Deus fechou-te a sete chaves
O coração lá no fundo...
Mas deu-te as asas das aves
Para irradiares no mundo.
Autor: João da "Cruz e Souza"
Meu Deus, me dê a coragem
Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
Autor: Clarice Linspector
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.
Autor: Clarice Linspector
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Sentado
Como posso mudar estando aqui sentado?
Vendo a vida passar, sem que eu me mova,
Parado, estático dentro desta alcova
Esperando que chegues sem ter pecado.
Vou levantar e sair às ruas
E triste menear a mão direita,
Despejando palavras cruas,
Contra quem estiver a espreita.
E eu lutarei contra o cansaço.
Esperando sempre pela aurora.
E manterei ereto meu braço.
Tentando encontrar na emoção,
No grito da poesia posta pra fora,
Um motivo para esta sensação.
Autor:G.Cardoso
Soneto de fidelidade
(dedicado ao Geliston que tanto adora essa obra)
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Autor:Vinicius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Autor:Vinicius de Moraes
Soneto 4
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Autor:Luiz Vaz de Camões
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Autor:Luiz Vaz de Camões
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Um garoto e seu pássaro!
Um garoto e seu pássaro!
Talvez fosse para ser dramático,
Com sua roupa preta rasgada
Com seu pássaro, na chuva!
Um garoto e seu pássaro!
Molhado, triste, sombrio
Talvez pobre, talvez não!
Um garoto e seu pássaro!
Com uma leve melancolia em seus longos cabelos
Com um olhar sombrio, como o seu pássaro!
Um garoto e seu pássaro!
Um corvo, um pássaro preto,
Um garoto pássaro!
Autor: G.Cardoso
Talvez fosse para ser dramático,
Com sua roupa preta rasgada
Com seu pássaro, na chuva!
Um garoto e seu pássaro!
Molhado, triste, sombrio
Talvez pobre, talvez não!
Um garoto e seu pássaro!
Com uma leve melancolia em seus longos cabelos
Com um olhar sombrio, como o seu pássaro!
Um garoto e seu pássaro!
Um corvo, um pássaro preto,
Um garoto pássaro!
Autor: G.Cardoso
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